...O que seria das flores sem teu perfume?
O que seriam as dores sem a saudade tua?
O que seriam das vozes sem o timbre da sua?
Aonde estariam as cores se não existissem palavras suas?...
Um cenário sem luzes, de refletores apagados, de medos persistentes na alma, de insegurança que deixa o brilho dos olhos se apagarem, de um palco deserto e frio, de uma platéia inerte mas não sem esperança de que o cenário se ilumine e o palco se encha, aqueça e permita desfrutar de reflexões e desprender de dogmas rotineiros que a sociedade impõe (visualizo aqui telejornais, novelas, desgraças e tudo que a mídia pode trazer até você) e assim começar a deixar o brilho dos olhos transcenderem na sublimação das cores dos telespectadores que por aqui passam, da platéia cheia de vida e opiniões que desejam trazer diante cada palavra. Então, suplante suas palavras, verbalize tudo aquilo que lhe faça mais humana e transmita as cores e o brilho dos olhos.
Sem insegurança...você é a flor que nasceu para florir sem ser vista, apenas não deixe sua fragrância no ar deserto, faça existir cores no cenário apagado, suas palavras soltas, concretas, intrigantes, confusas, perfeitas... são a essência de determinados sentidos.
"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar
no sonho que se tem ou que seus planos nunca vão dar
certo ou que você nunca vai ser alguém"
Confie em si mesmo e permita-se construir, desenhar e sublinhar o que lhe faz feliz sem esperar algo em troca, apenas rabisque em seu canto o que tem vontade de rabiscar mas nunca perca a esperança de que o deserto será coberto de elogios.
"O homem nunca teria alcançado o possível se
repetidas vezes não tivesse tentado o impossível"
(Max Weber)

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