Proteção

sábado, 16 de abril de 2011

A la Claire Fontaine...

Ela: Em abril de 1928 eu caminhava pela pequena floresta. Calada em meus pensamentos e boca, o calor me atingia a pele e a enchia de lágrimas, havia uma pequena brisa que apenas ventilava minha nuca. A poucos passos ouvi som da água. Aproximei tão lentamente preparada para o que meus olhos iam enxergar. A água do rio era tão linda e clara, brilhante que parecia mais preciosa que um diamante. Não me importei em me despir ali, nem em deixar meu vestido de tecido leve e delicado na terra da onde vim. Arranquei meus sapatos de tênis que eram os que menos maltratavam meus pés.
Banhei-me substituindo minhas lágrimas por pequenos cristais. Ela batia na minha cintura. Colhi um pouco da água em uma concha de minhas mãos e pude vê meu reflexo. Joguei contra meu rosto e respirei pureza. Sensação de liberdade que pouco tinha me puxou. Um rouxinol cantava sua música e eu escutava a canção do amor. E desejei poder amar quem amei, mas que neguei.

Ele: Em abril de 1928, eu andava despreocupado. Até ouvi o som da fonte. Aproximei lentamente e a avistei. Era tão bela que era proibido já piscar, seus cabelos da noite, curtos e molhados cobriam a pele de sua nuca que todos os dias eu desejava beijar. Sua costa nua e macia estava cheia de cristais que eu queria sentir. Debaixo de um carvalho, eu estava. Acima de mim um galho um rouxinol pausava.
“Sussurrei: cante rouxinol”
E ele cantou. Seu peito feliz está e seu coração queria sorrir.
E o meu queria chorar por que meu fado eu tinha que carregar. Destino perdi quando ela negou minha rosa. E naquele dia partirei para parar de tanto chorar de sofrer.

Ela: Em abril de 1928 Chorei porque me fora obrigada a negar por meu pai. Perdi quem amei porque lhe neguei seu buquê. Queria que as rosas ainda estivessem em seus galhos e que meu amor ainda gostasse de mim... Pela janela eu o observei, o campo agitado pelo vento, e o meu amor partindo para longe de mim. Coloquei minha mão na janela e sussurrei para ele que nem podia me escutar “Vou te amar... Eternamente e jamais te esquecerei.”

Ele: Em abril de 1928 olhei para trás para a lembrança que vou deixar. Minha amada na janela se encontrava. E para ela, que nem ouvir podia, sussurrei: “Vou te amar eternamente e jamais te esquecerei...”

Disponivel também no site:
http://fanfiction.com.br/historia/137317/Eternamente_Te_Amarei.

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